“Visões – O Interior do Olho Humano” na Biblioteca Municipal de Cantanhede

“Visões – O Interior do Olho Humano” é o nome da exposição patente na Biblioteca Municipal de Cantanhede, durante o mês de Outubro, e que pretende dar a descobrir este órgão sensorial a partir de 41 fotografias e de um modelo de grandes proporções.

Da responsabilidade técnica e científica do Centro Cirúrgico de Coimbra (CCC), a exposição mostra imagens escolhidas de um total de mais de três milhões, existentes no banco de dados da instituição. Nelas surgem reproduzidos aspectos fisiológicos ou patológicos do funcionamento da visão humana que suscitam outras leituras, como a foto de um descolamento da retina que parece a lua na sua fase de “Quarto Crescente” ou o interior do olho de um bebé prematuro que se assemelha a uma “lula gigante” em contexto marinho, entre muitos outros exemplos.

São imagens representativas de um interior escondido mas suficientemente revelador de fatores que influenciam a percepção visual, entre os quais o ADN ou as lesões sofridas.

“Reportam a histórias reais da medicina e da oftalmologia portuguesa, numa abordagem estética singular que estabelece uma ponte entre a ciência e a arte, a partir de visões sobre um universo complexo em que intervêm a física, a matemática, a arquitectura e a engenharia de estruturas”, indica a nota que acompanha a exposição.

Na mesma nota pode ler-se ainda que “descodificados os códigos de funcionamento da visão e os compromissos entre luz, sinais e cérebro, não é necessário entrar e invadir o interior do olho para captar este tipo de imagens. Basta espreitar. Essa captação é possível pela fantástica parceria criada entre a fotografia digital, a informática e a luz, seja ou não em raio laser. Porque se é a luz que permite apreender o admirável mundo em que vivemos, é também ela que possibilita conhecer por dentro o olho humano ao pormenor e com detalhe”.

O Centro Cirúrgico de Coimbra foi pioneiro, a nível mundial, quando realizou a primeira intervenção cirúrgica com recurso a tecnologia 3D de Alta Definição, em 2010. Esta opção técnica veio aumentar as probabilidades de sucesso em todas as intervenções cirúrgicas, transmitindo ao cirurgião uma imagem real, em 3D, captada pelo microscópio cirúrgico, ao invés de uma vulgar imagem em 2D.