VI Jornadas de Enoturismo: “O Centro de Portugal como destino de Enoturismo”

A sexta edição das Jornadas de Enoturismo subordinada ao tema “O Centro de Portugal como Destino de Enoturismo” decorre esta terça-feira (29 de Novembro), na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.

As jornadas contemplam o painel “A importância do Vinho para o Turismo” e a mesa redonda “Wine Break mostra de Vinhos da Região Centro – 5 Experiências de Enoturismo na Região Centro”, tendo como organização conjunta o Turismo de Portugal, a Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, a Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Centro e a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. São entidades parceiras a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, a Comissão Vitivinícola Regional do Dão, a Comissão Vitivinícola da Bairrada, a Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior e os Vinhos do Tejo.

As jornadas dão continuidade ao ciclo de trabalhos iniciado em 2011, data de realização das primeiras jornadas, com o objectivo de reforçar a ligação do sector vitivinícola ao sector turístico, dar a conhecer as diferentes sub-regiões e os equipamentos de Enoturismo existentes no Centro de Portugal, apresentar boas práticas e casos de sucesso, assim como, debater as oportunidades para o sector, envolvendo na discussão diferentes actores públicos e privados.

À pergunta “Que importância tem o vinho na região Centro?”, Pedro Machado, presidente do Centro de Portugal, afirma que o vinho deve ser entendido como um produto complementar para o desenvolvimento turístico do Centro de Portugal, e reconhece o seu valor diferenciador no momento da escolha e organização da viagem.

“Não é fácil construir um destino quando se fala na compilação de redes e na dificuldade de juntar parceiros públicos e privados de 5 regiões vitivinícolas, 8 Comunidades intermunicipais e 100 concelhos. Mas temos produto e produtores, logística e instrumentos suficientes para desenvolver a procura da actividade, produção e comercialização dos vinhos na região Centro” defende Pedro Machado realçando, ainda, que o sector vitivinícola tem sido um dos mais dinâmicos da nossa economia nos últimos anos, nomeadamente no que diz respeito aos projectos empreendidos na região Centro de Portugal, alguns dos quais têm um impacto positivo nos crescimentos percentuais da taxa média da ocupação hoteleira.

“Sabemos que a taxa média de ocupação hoteleira na Figueira da Foz, por exemplo, excedeu as melhores expectativas este ano, mas sabemos também que o número de dormidas alcançado no mês de Setembro foi superior ao registado no mês de Julho. Isso significa que a procura turística começa a combater e esbater um problema estruturante que é a sazonalidade. Os turistas começam a procurar outros produtos que não só o sol e mar, mas também o património cultural e natural, entre outros, nomeadamente o Enoturismo” adianta Pedo Machado.

Conforme estudos desenvolvidos pelo Turismo de Portugal para parametrizar a oferta e a procura existente neste segmento, os mercados internacionais com maior peso são o Reino Unido, França, Brasil, Espanha e Alemanha. Os indicadores de monitorização da atividade turística na região Centro, registados entre janeiro e agosto de 2015 (dados INE), evidenciam a apetência dos mercados referidos no estudo, sublinhando-se o crescimento das dormidas As dinâmicas de negócio e os fluxos de visita afirmam, portanto o potencial do Enoturismo na economia turística do Centro de Portugal.

Participam nestas jornadas profissionais do sector vitivinícola e turístico, gestores com responsabilidade na organização do território, investidores, estudantes, comunicação social e outro público com interesse nas temáticas abordadas. As intervenções são desenvolvidas por reconhecidos especialistas portugueses e ibéricos.