Sérgio Carvalho apresenta novo livro

No próximo sábado, dia 17 de Fevereiro, Sérgio Carvalho apresenta, na Biblioteca Municipal de Cantanhede, a sua primeira obra, intitulada “Tu foste um Intervalo na Solidão”. O evento está marcado para as 15h00.

Sérgio Carvalho nasceu em 1977 na Marinha Grande. Cresceu e estudou em Leiria, Caldas da Rainha e Aveiro. É licenciado em Artes Plásticas e mestre em Ensino de Artes Visuais.

Há 20 anos que desenvolve trabalho na área do ensino, da escultura, pintura, ilustração, animação e multimédia. Participou em várias conferências dedicadas à educação e ao cinema, publicou cartoons num jornal local, concebeu obras de arte públicas, participou em dezenas de exposições de artes plásticas e foi galardoado em diversas áreas ao longo da carreira, com destaque para:

  • Menção Honrosa na 2.ª edição do Concurso de Artes Plásticas do Instituto Politécnico de Leiria (2008).
  • 1.º prémio no concurso de BD “Vírus – Vilões, Vilanias e outras ironias” – Leiria (2008).
  • Menção Honrosa no concurso de BD Vírus – “Sexta-feira 13” – Leiria (2009).
  • 3.º Classificado no concurso de fotografia “Pombal num Click” (2014).
  • Menção Honrosa no 4th Athens International Digital Film Festival – Grécia (2014).
  • Menção Honrosa no Concurso para Monumento do Centenário do Concelho de Alcanena (2014).
  • Prémio para melhor 1.ª curta metragem portuguesa nos Prémios Latino – Espanha (2016).

Sobre “Tu foste um intervalo na solidão”:

“A solidão é a palavra que melhor resume a minha vida. É uma forma de liberdade perversa. Não há necessidade de negociar, de conciliar e de concordar com opiniões diferentes. O preço a pagar traduz-se em fins-de-semana de pijama e dias a fio sem qualquer interação verbal com um ser humano. Depois os nossos amigos casam-se, unem-se, geram filhos e a ideia de sair de casa sozinho parece absurda e deprimente. Este livro relata quase 500 dias que interromperam essa tradição.

Comecei uma relação após vários anos de isolamento e esforcei-me, como nunca, para merecer cada minuto, cada beijo, cada “amo-te”. Éramos duas pessoas muito diferentes, nascidas com uma década de distância e um trajeto de vida com quase nada em comum.

A minha namorada nunca confiou em mim. E, por isso, ou apesar disso, eu nunca fui capaz de me entregar totalmente a ela. Pelos ciúmes que ela manifestava, a minha forma natural de ser e de agir foi abafada, os meus passos eram vigiados e o meu círculo social desintegrou-se. Eu sentia-me um fantoche que, em nome de algum conforto emocional, se deixou contagiar, manipular e controlar por uma mulher que me amava. Mas eu não suportava ser amado desta maneira sufocante. Ser boa pessoa não era suficiente.”

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