Secretário de Estado das Florestas participou em acção de reflorestação na freguesia da Tocha

O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, voltou à freguesia da Tocha, este sábado, dia 9 de Fevereiro, para assinalar a realização de mais uma acção de reflorestação na envolvente à zona industrial.

O referido membro do governo já havia participado, em 14 de Abril do ano passado, numa iniciativa de reposição de 12 hectares da mancha florestal devastada pelo incêndio de 15 de Outubro de 2017 na envolvente à Zona Industrial da Tocha, processo que entretanto tem vindo a ser intensificado no âmbito de uma parceria que envolve a Câmara Municipal de Cantanhede, a Junta de Freguesia da Tocha, a INOVA – Empresa Municipal, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e associações locais, além da participação activa da população.

O Secretário de Estado veio ver o trabalho já realizado num total de cerca de 40 hectares e assinalar simbolicamente a plantação de árvores em mais dois hectares, operação que registou uma forte mobilização das forças vivas locais.

A Presidente da Câmara Municipal também participou na iniciativa

Participaram na iniciativa a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, o vice-presidente da autarquia, Pedro Cardoso, e os vereadores Adérito Machado, Júlio de Oliveira e Célia Simões, o presidente e o secretário da Assembleia Municipal, respectivamente João Moura e José Maia Gomes, o presidente da Junta de Freguesia da Tocha, Fernando Pais Alves, bem como o presidente do Conselho de Administração da INOVA-EM, Idalécio de Oliveira, e demais membros da administração.

Na ocasião, Helena Teodósio declarou que “face à amplitude da devastação que o incêndio provocou nesta zona, não podíamos ficar de braços cruzados, tínhamos que procurar repor a área florestal destruída. Claro que há muito por fazer, mas, como se vê, existe um grande espírito de união e em conjunto vamos conseguir recuperar a mancha florestal”. A autarca alertou que “para além dos prejuízos já identificados ao nível dos recursos, das infraestruturas e das construções, na Tocha, o problema ambiental decorrente do incêndio afecta negativamente o potencial turístico da praia, pois a floresta é também um factor de atractividade, e por isso ela tem de ser reposta rapidamente. É isso que estamos a procurar fazer com o maior número possível de entidades e pessoas”.

Por seu lado, o Secretário de Estado anunciou que “haverá 18 milhões de euros para os próximos quatro anos e está a ser feito um esforço de planeamento que será apresentado muito brevemente”, tendo considerado “essencial e inovadora a resolução do Concelho de Ministros que afetou uma verba exclusiva para matas públicas do litoral do Centro do país que arderam em 2017”.

Miguel Freitas recordou que “arderam 500 mil hectares, mais do que numa década, o que leva tempo a repor” e garantiu que “a madeira que era possível encaminhar para as serrações já seguiu, embora a restante, a que não tem valor e é usada para trituração, esteja a esbarrar na dificuldade de escoamento, pois há muita”.

A freguesia da Tocha, recorde-se, foi um dos territórios mais afectados pelo incêndio de 15 de Outubro de 2017, o que aliás motivou a visita do Presidente da República alguns dias depois, em 6 de Novembro. O balanço dos prejuízos dá conta de seis mil hectares de floresta queimada, algumas empresas destruídas e casas ardidas, além de habitações, anexos e várias construções de apoio, bem como habitações bastante danificadas.

A reposição da estrutura verde que tem vindo a ser realizada beneficia de uma comparticipação financeira obtida a propósito da campanha “Expofacic, ao Visitar Ajudará a Reflorestar”, que foi desenvolvida na última edição do certame no âmbito de uma candidatura aprovada no programa SÊ-LO VERDE, do Fundo Ambiental.