Resolução da AR defende reposição do Ramal da Lousã

Esta quinta-feira, dia 3 de Março, foi publicada no Diário da República uma resolução da Assembleia da República que defende a modernização, reposição e electrificação do ramal ferroviário da Lousã.

Na resolução, proposta pelo PCP e aprovada no dia 12 de Fevereiro, o parlamento pronuncia-se também sobre a extinção da Metro Mondego (MM), sociedade de capitais liderada pelo Estado, e pela “devolução do seu património ao domínio público ferroviário e municipal”.

A restituição da ligação ferroviária entre Coimbra e Serpins – que passa por Miranda do Corvo e Lousã, e cujos carris foram removidos há seis anos com o objectivo de instalar um sistema de metro na linha centenária e na cidade de Coimbra, foi aprovada por todas as bancadas, exceto a do PS, que se absteve.

Já a extinção da MM mereceu os votos favoráveis dos deputados comunistas, dos Verdes e do PAN, tendo os restantes partidos optado pela abstenção.

Para o PCP, o Metro Mondego “não se adequa às características da linha e às necessidades dos utentes”, uma vez que é um transporte urbano, bem diferente do Ramal da Lousã, concebido como “linha de montanha”.

Para além disso, o sistema MM “seria mais caro para os utentes, com menos velocidade de circulação (aumentando o tempo de transporte em 25%), menos confortável (com menos lugares sentados), sem capacidade de transporte de mercadorias, sem ligação à rede ferroviária nacional, sem possibilidade de continuação da linha, quando o Ramal foi pensado para continuar para além de Serpins”, refere uma nota enviada à comunicação social.

Na terça-feira (1 de Março) a Assembleia Municipal de Coimbra rejeitou uma proposta da CDU defendendo a reposição dos carris no Ramal da Lousã e a electrificação e integração desta via na rede ferroviária nacional. A proposta obteve sete votos a favor, da CDU, 14 votos contra, do PS e do movimento Cidadãos por Coimbra (apoiado pelo BE nas eleições autárquicas de 2013), e 24 abstenções da bancada da coligação PSD/PPM/MPT, do CDS-PP e alguns eleitos do PS.

Entretanto, mais de 5 mil pessoas já assinaram uma petição lançada em Janeiro pelo jornal regional Trevim, da Lousã, para reclamar a reposição do serviço ferroviário no Ramal da Lousã, encerrado no início de 2010. Os subscritores expressaram o seu apoio à iniciativa que tem como lema “Pela urgente reposição do serviço ferroviário no Ramal da Lousã”.