Requalificação da antiga sede da Junta de Cadima foi assinalada com convívio

Cadima tem mais um edifício vocacionado para a dinamização de actividades socioculturais relacionadas com as tradições e costumes locais.

Trata-se da antiga sede da Junta de Freguesia, que foi reabilitada através de uma empreitada financiada pela Câmara Municipal e comparticipada por fundos comunitários do PRODER – Subprograma 3: Conservação e Valorização do Património Rural, que teve como entidade gestora a ADELO.

A abertura das novas instalações foi assinalada no dia 8 de Maio, no âmbito de um convívio que contou com a participação de centenas de pessoas e onde não faltou uma mesa posta com várias iguarias e animação que se prolongou noite dentro.

A anfitriã foi a presidente da Junta de Freguesia, Marise Pessoa, acompanhada pelo presidente da Câmara Municipal, João Moura, pela vice-presidente da autarquia, Helena Teodósio, e pelos vereadores Pedro Cardoso, Júlio de Oliveira e Célia Simões.

Presente esteve também Joaquim Barreto, filho do comendador Rodrigo Barreto, o emigrante no Brasil que, juntamente com o seu sócio, o comendador Joaquim Almeida e Silva, havia doado o edifício à freguesia na década de 1950.

Este facto mereceu referência do líder do executivo camarário, que afirmou que “a reabilitação deste imóvel com valor patrimonial e sentimental para Cadima é uma boa forma de homenagear dois beneméritos que merecem ser lembrados pelos benefícios que trouxeram para a sua comunidade num tempo bem difícil”.

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Por outro lado, adiantou João Moura, “ao financiar 50 % do valor da empreitada que ascendeu a 190 mil euros, a Câmara Municipal está a cumprir uma das suas mais nobres funções, que é a de proporcionar aos agentes socio culturais condições favoráveis ao desenvolvimento das suas actividades”. A terminar, o autarca sublinhou que “este é também um investimento que responsabiliza os seus beneficiários, que enfrentam agora o desafio de rentabilizarem a utilização das instalações com iniciativas em proveito de toda a comunidade”.

A presidente da Junta de Cadima adiantou que “a recuperação da antiga sede era uma obra ambicionada há muito tempo, mas que teve que aguardar a melhor oportunidade de financiamento, o que felizmente veio a acontecer com a candidatura aprovada pelo PRODER na sequência de uma candidatura apresentada através da ADELO”.

Para Marise Pessoa “a concretização da obra só foi possível com o apoio financeiro da Câmara Municipal”, a quem agradeceu “o investimento na Freguesia de Cadima em vários domínios, como o Cento Escolar, o apoio às associações, o saneamento, a recuperação de construções de valor patrimonial, entre outros”.

Por último, usou da palavra Joaquim Barreto, que se manifestou “muito sensibilizado com a presença das entidades presentes e com a participação da população neste acontecimento que dignifica a memória de meu pai e do seu sócio. É uma honra ter sido convidado e congratulo-me por o imóvel ter sido tão bem recuperado e de novo colocado ao serviço da comunidade”, concluiu.

Naturais de Cadima, Rodrigo Barreto e Joaquim Almeida e Silva emigraram na década de 1930 para o Brasil, onde fizeram fortuna com a fábrica de bolachas e biscoitos Bela Vista (que ainda hoje existe), tendo depois decidido vir à sua terra investir em obras para a melhoria do bem-estar da população. Gastaram, na década de 1950, cerca de 400 contos em benfeitorias, entre as quais a beneficiação da escola primária, onde foram construídos anexos com sanitários, promoveram o realojamento de famílias em casas que adquiram para o efeito e promoveram a construção do edifício que doaram à freguesia.

A obra que acaba de ser executada na antiga sede da junta contemplou reabilitação do imóvel, preservando a sua traça original, bem com a reconversão dos espaços tendo em vista a sua adaptação a novas funcionalidades, de acordo com os objectivos que presidiram à intervenção. No rés-do-chão, para além de áreas destinadas aos agentes socioculturais locais, dispõe de um hall de acesso e sanitários, existem dois espaços autónomos, bem como as instalações da Caixa de Crédito Agrícola, que se mantém no gaveto Norte/Nascente, e da estação automática da PT, no lateral Sul. No primeiro piso, situa-se o salão polivalente destinado à realização de assembleias, exposições temporárias e ações de formação, havendo ainda sanitários e uma área polivalente que poderá ser usada como biblioteca/ludoteca ou como complemento às zonas expositivas.