Polícia Judiciária deteve presumíveis autores do assalto a um banco de Murtede

A Polícia Judiciária, através da Directoria do Centro, e com a colaboração da GNR de Rio Maior, no âmbito de uma investigação dirigida pelo DIAP de Leiria, identificou e deteve dois homens, pela presumível autoria da prática de, pelo menos, treze crime de roubo, perpetrados com recurso a arma de fogo, ocorridos na região centro do país, entre o passado mês de Dezembro e o corrente mês de Maio.

Com base em informação recolhida, e atendendo às movimentações de um eventual suspeito, a Polícia Judiciária difundiu e partilhou alguns dados com outros órgãos de polícia criminal e funcionários de segurança das instituições bancárias assaltadas, criando assim, durante as duas últimas semanas, um discreto dispositivo de vigilância, na região de Leiria.

No passado dia 18 do corrente mês, a GNR de Rio Maior foi alertada para a presença de um suspeito no interior de uma agência bancária.  A rápida intervenção da patrulha que se deslocou ao local permitiu a sua interpelação no exterior da agência, mas com claros sinais de estar a preparar-se para efectuar um assalto, acabando por ser detido, em flagrante delito, na posse de uma arma de fogo e de um veículo com matrículas falsas.

No seguimento da investigação, que já vinha sendo desenvolvida pela Polícia Judiciária desde o final do ano passado, foi possível apurar que o suspeito usava identidade falsa, já tinha sido condenado a pena de prisão e expulso do nosso país.

As diligências subsequentes permitiram também identificar, interpelar e proceder à detenção de um segundo co-autor, já anteriormente referenciado.

Os suspeitos agora detidos serão os presumíveis autores de vários assaltos ocorridos em agências bancárias, nomeadamente em Pombal, Buarcos, Murtede (Cantanhede), Torres Vedras, Valadares, Golegã, Leiria, Vila Nova da Barquinha e  A-dos-Francos.

Nas diligências de prova realizadas foi encontrada e apreendida uma réplica de arma de fogo, uma quantidade significativa de dinheiro em notas do BCE, alguns disfarces usados na prática dos roubos, nomeadamente barbas e cabeleiras postiças, bem como diversa documentação relacionada com os crimes praticados.

Os detidos, ambos estrangeiros, de 34 e 35 anos de idade, um deles já com antecedentes criminais, foram presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.