Paulo Portas

Paulo Portas abandonou a política politiqueira, fazendo, por isso, uma falta danada ao seu compadre do PPD a quem ajudava desbulhando os nós mais intrincados.

Agora o seu PP terá que se apresentar só nos próximos actos eleitorais, a não ser que faça as pazes com a Direita Social-democrata. Paulo saiu como entrou: imponente, altivo e fascinante.

Dotado de uma prosa verrinosa e ofuscante ajudou, e de que maneira, a Esquerda S.D. a ganhar algumas eleições, isto, sem ultrapassar a linha vermelha, o seu Rubicão que jamais ultrapassaria fossem quais fossem as circunstâncias, coisa que não pode cumprir pois no dia seguinte a esta jura saltou com a elegância habitual e fez exactamente o contrário sem que lhe bulisse a sua granítica consciência.

Eu ainda não perdi a esperança de o ver novamente abraçado ao Dr. Passos Coelho, numa próxima vitória da Coligação que se chamará “qualquer coisa Portugal” e que demostrará que é viável a união da Esquerda (lembramos que a Social Democracia de Proudhon e Rosa Luxembourg saíram da Internacional Comunista, com a Direita europeia).

Paulo Portas é uma figura incontornável da Política nacional. Esteja onde estiver, mesmo que seja dentro de um dos seus submarinos, peço-lhe que volte rapidamente à cena da política portuguesa, pois nem calcula a falta que cá faz, principalmente na discissão do Orçamento de Estado, por estar ausente na Colômbia.