Partículas: do bosão de Higgs à matéria escura

No próximo dia 5 de Abril (terça-feira), pelas 17h00, é inaugurada, no Colégio de Jesus do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), a exposição “Partículas: do bosão de Higgs à matéria escura”, uma exposição sobre os grandes desafios da física de partículas para as próximas décadas.

A mostra, que ficará patente atédia 23 de Abril, realiza-se no âmbito das comemorações dos 30 anos do LIP – Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas. A entrada é gratuita.

“De que é feito o Universo? Esta é a pergunta a que os físicos de partículas procuram responder, estudando as partículas elementares que compõem tudo quanto existe e a forma como elas interagem entre si. Conhecendo aquilo de que somos feitos, conseguimos também contar a história do Universo, aproximando-nos do momento em que tudo começou. Para comemorar os seus 30 anos, o LIP convida-o para uma das grandes aventuras da ciência e da tecnologia: uma viagem pelos desafios da física de partículas para as próximas décadas, partindo das mais recentes descobertas em direcção ao desconhecido”, refere um comunicado enviado à imprensa.

É desta forma que o visitante é acolhido e, logo a seguir, é “acelerado” em direção à exposição, com uma introdução às partículas e uma viagem pelo mundo dos detetores que nos ajudam a “vê-las”. Cada módulo da exposição apresenta depois um desafio. Os módulos são partículas: quarks e gluões, bosão de Higgs, antimatéria, neutrinos, matéria escura. E falam-nos do que se sabe, do que falta saber e das aplicações. O papel do LIP nesta aventura, ao longo dos seus 30 anos de existência, e em direção ao futuro também não foi esquecido.

O túnel interactivo do LHC, produzido pelo MediaLab do CERN, é uma peça central da exposição, em que os visitantes são convidados a acelerar os protões com a energia de um pontapé e a conversar sobre os resultados da colisão (imagem 1 em anexo).

O LIP

Foi criado em Maio de 1986 com o objectivo de explorar as oportunidades únicas trazidas pela adesão de Portugal ao CERN. Tem como missão a investigação no campo da física experimental de partículas e da instrumentação associada, facilitando o acesso da comunidade científica portuguesa a instalações e colaborações científicas internacionais.

Dedica-se ainda à computação avançada, à formação de pessoal científico e técnico e à divulgação da ciência. No âmbito da transferência de conhecimento e tecnologia para a sociedade, exploram-se também novas oportunidades em áreas como a medicina e a sociedade da informação.

Presente em Lisboa, Coimbra e Braga, o LIP é Laboratório Associado da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) desde 2001 e tem como sócios a FCT, as Universidades de Lisboa, Coimbra e Minho, o Instituto Superior Técnico e a ANIMEE (Associação Portuguesa das Empresas do Sector Eléctrico e Electrónico).

A formação avançada de novos investigadores é uma das prioridades do LIP, que acolhe em cada momento algumas dezenas de estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento. O LIP coordena os programas doutorais DAEPHYS (Física Aplicada e Engenharia Física) e IDPASC (Física de Partículas, Astrofísica e Cosmologia) e pertence a várias redes de doutoramento que juntam universidades e centros de investigação nacionais e internacionais.