Notas soltas

A edição impressa deste seu jornal é publicada, excepcionalmente, numa quarta- feira (dia 31 de Agosto), de forma a fazer o balanço de Agosto e a antecipar a reentrada num novo período de trabalho.

Assim — (e para além das actualizações que diariamente são feitas na nossa edição “on line” (www.aurinegra.pt) e na nossa página no Facebook (https://www.facebook.com/jornal.aurinegra) — neste número do AuriNegra poderá encontrar um balanço da Expofacic 2016, que voltou a alcançar um enorme êxito, consolidando a sua posição como um dos maiores (ou mesmo o maior!) acontecimento do seu género em Portugal.

Atrair cerca de meio milhão de pessoas é obra, só possível mercê de uma organização exemplar que em cada ano consegue “reinventar-se” e criar novos pontos de interesse, para além de manter os seus “trunfos” já tradicionais: os bons espectáculos (a preços muito acessíveis), as tasquinhas (que constituem um verdadeiro e diversificado festival da gastronomia), o elevado número de expositores (meio milhar), vindos de todo o País (e alguns do estrangeiro) e cobrindo a maior parte dos sectores de actividade comercial, industrial e de serviços.

Enfim, mais uma eloquente demonstração de que na dita Província se fazem grandes coisas, a justificar felicitações ao Município de Cantanhede e à INOVA, responsáveis pelas organização da Feira.

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Felicitações merece também a Junta de Freguesia de Febres, que a partir de amanhã (quinta-feira), realiza a sua 3.ª Semana Cultural e Mostra Gastronómica. Um programa muito interessante, a justificar uma visita a esta simpática vila gandaresa, onde viveu Carlos de Oliveira e que foi fonte inspiração para este grande escritor português (um dos cultores e impulsionadores do neo-realismo na literarura portuguesa).

Aliás, o programa desta iniciativa (que pode ser lido, com detalhe, na página 8), começa exactamente com projecção do filme “Sobre o Lado Esquerdo”, de Margarida Gil, baseado na obra de Carlos de Oliveira e que será projectado, amanhã à noite, na Casa que habitou e que tem o seu nome. Aqui deixo a sugestão de uma visita a esta simpática vila de Febres, num dos próximos dias, pois estou certo de que quem o fizer não se arrependerá.

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No editorial do passado mês de Julho, deixei um alerta para a necessidade de se reforçar a vilgilância e se redobrarem as cautelas, de forma a evitar uma nova vaga de fogos florestais. Infelizmente, todos os alertas foram infrutíferos, já que o País sofreu uma das maiores vagas de incêndios florestais de sempre, com uma tremenda destruição naquela que é uma das mais vastas áreas verdes da Europa.

É verdade que as condições atmosféricas (ausência de chuva, muito calor, escassa humidade) contribuíram para mais esta maré cheia de fogo. Mas não é menos certo que para a cíclica e massiva destruição da nossa floresta contribuem, de forma decisiva, a desertificação do País, a ausência de população no interior, o desaparecimento dos guardas-florestais (que, recorde-se, viviam com as suas famílias em casas que lhes eram atribuídas no seio das florestas, de Norte a Sul).

À semelhança do que vem sucedendo há décadas, no rescaldo da gigantesca fogueira decide-se criar mais um “grupo de trabalho” para debater o problema. Quando vier o Inverno, provavelmente chega também uma nova vaga de esquecimento.

Até ao próximo ano, quando das cinzas emergirem os que ganham muitos milhões à custa deste flagelo que tão enormes danos vem causando ao País.

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A partir do dia 27 de do próximo mês de Dezembro, todas as entidades públicas e privadas com serviços de atendimento ao público ficam obrigadas a prestar atendimento prioritário aos cidadãos com deficiência, idosos, às grávidas e pessoas com crianças de colo. Quem não respeitar estas novas regras (publicadas anteontem em Diário da República), fica sujeito ao pagamento de coima que pode ir até aos mil euros. Uma medida que se saúda, uma vez que, infelizmente, o que antes eram elementares normas de conduta, foi-se tornando uma raridade.

Mas não posso deixar de lamentar que, agora, a boa educação tenha de impor-se por decreto!…

Autor: Jorge Castilho, director do AuriNegra