Ministro do Planeamento e das Infraestruturas em Mira

O Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, visitou esta segunda-feira, dia 30 de Julho, a Zona Industrial do Polo I e a Empresa Leal & Soares – SIRO

Surpreendido com aquilo que viu, Pedro Marques referiu que, à semelhança do que constatou em Mira, tem notado junto das empresas “uma força enorme para reconstruir os seus negócios e não abandonar postos de emprego”.

O Ministro anunciou ainda que o governo vai lançar concursos públicos de dois milhões de euros para a reconstrução das infraestruturas públicas das zonas industriais de Mira e Tondela, atingidas pelos incêndios de 2017.

“Vamos, na próxima semana, depois de muito trabalho com estes municípios, abrir um aviso de candidaturas de cerca de dois milhões de euros para que estas duas zonas industriais sejam também recuperadas e optimizadas”, afirmou o Ministro. O que para Raul Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Mira, é um “reconhecimento por parte do governo. Tivemos um apoio de 24 milhões de euros, o que demonstra a dimensão da tragédia que nos afectou. Agora, este apoio para recuperar a infraestrutura pública vem permitir recuperar também esta parte, que está já muito desenquadrada das empresas aqui sediadas”.

Na sua intervenção, Pedro Marques elogiou ainda o esforço dos empresários da região Centro e sublinhou que foram apresentadas candidaturas a fundos de apoio para crescimento a rondar os 500 milhões de euros, que estão a ser analisadas.

“Tivemos mais de 500 milhões de euros de candidaturas para novo investimento que foi atraído aqui para a região Centro. Estamos a analisar todos esses projetos. Não só apoiámos a reposição da actividade económica e das empresas afectadas como perspectivámos a possibilidade de ter novo investimento na região Centro para atrair mais emprego para os concelhos afectados”, frisou no final da visita à SIRO, uma empresa de substratos que se dedica à serração, transformação e valorização da madeira, e que foi duramente atingida nos incêndios de Outubro de 2017.

A empresa foi uma das mais afectadas pelos incêndios. “Perdemos todos os nossos pavilhões e várias máquinas, num total de 15 milhões de euros”; explicou Carlos Soares, administrador da empresa, que não baixou braços, mantendo os 120 postos de trabalho. “Esperávamos que em Julho / Agosto estivesse tudo reconstruído mas houve alguns atrasos e a situação vai-se arrastar até ao fim do ano, mas não desistimos”, frisou o empresário.