Mercado de Mira vai ter um auditório

Foi aprovado pela Câmara Municipal o projecto e todas as peças de procedimento necessárias à abertura do concurso público para Reabilitação e Reconversão do Mercado de Mira, projecto no qual se destaca a construção de um auditório com 270 lugares.

A CMM aprovou, com o voto contra do Partido Socialista, na reunião de Câmara de dia 25 de Setembro, o projecto e abriu concurso público para a obra de Reabilitação e Reconversão do Mercado de Mira, tendo por objectivo “recuperar o edifício abandonado de forma a estabelecer as condições necessárias para se dar uma nova vida ao espaço. A nova dinâmica pretendida passa pelo funcionamento em horário alargado e com uma grande diversidade de serviços, que atraia os mais variados públicos”.

Os principais objectivos desta recuperação passam por transformar o espaço num “ponto de encontro e de convívio privilegiado para os utentes, gerando uma nova centralidade”.

De acordo com a CMM, “pretende-se criar um espaço com novas valências, no qual o mercado se deve apresentar como um espaço mutável, ou seja, disponível para diversas actividades. Deverá ser capaz de se renovar com facilidade, de formar a surpreender quem o visita, refrescar-se com relativa facilidade aos olhos dos seus clientes habituais e, sobretudo, dar respostas às novas tendências, que surgem cada vez com maior rapidez e duram cada vez menos tempo”.

O procedimento concursal aprovado tem como valor base 718.667,00€ acrescido de IVA, tendo como prazo de execução setecentos e trinta dias.

Este projecto não pretende cingir o edifício à sua função primitiva, mercado, mas sim “dota-lo de uma infraestrutura que lhe permita uma maior flexibilidade de usos, pretendendo-se criar espaços polivalentes capazes de acolher diversos tipos de eventos, que permite o edifício adaptar o espaço de acordo com as necessidades do tipo de atividade a realizar, não limitando o mesmo apenas a uma só função”. Esta intervenção será feita, com comparticipação de fundo comunitários (85%) e trará alterações profundas no espaço.

O edifício existente, em forma de “U”, é constituído por três volumes abertos, dotando o espaço de um grande pátio interior. Prevê-se um espaço multiusos, constituído por três edifícios, dois deles já existentes e outro novo que acolhe um auditório com 270 lugares, composto por uma bancada/plateia retrátil, como complemento dos eventos/ actividades realizadas no complexo.

Para esta pretensão é proposta a demolição de um desses volumes, o mais a Norte, construindo um novo que receba esta estrutura, sendo que os outros dois edifícios serão constituídos por salas/ escritórios. No edifício a sul, propõem-se quatro salas polivalentes que podem ser usufruídas como um todo ou individualmente, sendo encerradas com painéis de correr, servidas por uma zona de recepção e átrio de entrada. No edifício a nascente, são propostos três espaços que têm uma relação mais directa para a rua principal, servindo de complexo, podendo funcionar como lojas e/ ou escritórios, tendo estes, também, um carácter polivalente. Todos estes espaços terão condições para receber serviços destinados a associações culturais, artesãos ou investidores privados, de modo a que os mesmos se possam instalar nos edifícios participando nesta nova dinâmica entre o edifício, espaços envolventes e população da Vila.

A disposição dos volumes conforma um pátio interior, onde se propõe um anfiteatro ao ar livre que se vira para o interior e para o espaço criado parla conformação dos edifícios, criando um palco a qualquer evento, quer seja ele um mercado de produtos locais/ endógenos/ artesanato, ou para a mostra das potencialidades culturais e musicais da região. O início da obra está previsto para os primeiros meses de 2019, depois de cumpridos todos os procedimentos legais, designadamente o visto do tribunal de contas.