Máscaras da Ásia em exposição em Cantanhede

A partir de amanhã (9 de Junho) e até 8 de Outubro, o Museu da Pedra de Cantanhede acolhe uma exposição de máscaras asiáticas. Emprestadas pelo Museu do Oriente, em Lisboa, as máscaras pertencem à colecção Kwok On e representam seres sobrenaturais, divindades e animais fantásticos que fazem parte do imaginário das culturas asiáticas.

De acordo com uma nota do município, estas máscaras foram utilizadas “em rituais religiosos e, mais tarde, em diversos espectáculos de dança e teatro. A função destes artefactos está associada a determinadas cerimónias religiosas e, à semelhança das estátuas nos templos, são objectos sagrados nos quais reside a força dos espíritos que representam”.

Para esta mostra foram seleccionadas máscaras da Índia, Sri Lanka, Tailândia, Indonésia, Coreia, Tibete e Japão, que permitem mostrar a sua diversidade. São feitas de materiais muito variados: umas são esculpidas em madeira, outras em papier mâché, outras são de tecido, de metal e de outros materiais. Algumas destinam-se a cobrir a cara do actor, como as máscaras japonesas do teatro nô; outras são espalmadas, como muitas das máscaras tibetanas do teatro popular; outras são máscaras-capacete, para encaixar na cabeça, como as do teatro khôn da Tailândia. A função de qualquer delas é “expressar o poder dos seres divinos, demoníacos ou animais, que encarnam nos rituais ou nas várias tradições teatrais da Ásia. Permitem ainda caricaturar os tipos sociais que representam, como os personagens da dança exorcista kôlam do Sri Lanka, ou as peças cómicas das danças mascaradas da Coreia”.