Marco Paulo planta árvore na Mata do Buçaco

“Saio daqui de coração cheio e maravilhado com a oportunidade que me foi dada de plantar uma árvore. Só me falta mesmo fazer um filho. Mas nunca é tarde!”. Foi desta forma que o cantor Marco Paulo comentou o acto da plantação de um Cedro do Bussaco (Cupressus Lusitanica), no sábado, dia 3, à tarde, junto às Portas de Coimbra, em plena Mata Nacional do Buçaco, na freguesia de Luso, concelho da Mealhada.

O artista não cabia em si de contente por “deixar uma marca nesta floresta maravilhosa” e “ ajudar a preservar a Natureza, a dar força ao meio ambiente”.

“Quero vir aqui muitas vezes ver a evolução da minha árvore e mandar aqui os meus fãs, espalhados por todo o mundo, regar esta relíquia”, disse o cantor, ainda de enxada na mão, enquanto endireitava o cedro.

Esta iniciativa enquadra-se no projecto de reflorestação que a Fundação Mata do Buçaco tem vindo a desenvolver na referida Mata Nacional, que é candidata à classificação de Património Mundial da UNESCO.

Pedro Abrunhosa, Marisa Liz (Amor Electro), Assunção Cristas, Maria de Belém, José Cid e Rui Reininho foram apenas algumas das figuras públicas nacionais que plantaram recentemente árvores no Buçaco. Também uma equipa de futebol dos Emirados Árabes Unidos e um grupo de investigadores chineses plantaram uma árvore, este ano, no Buçaco.
Recorde-se que todo o trabalho de limpeza e reabilitação da Mata decorre no âmbito do projecto BRIGHT – “Bussaco´s Recovery from Invasions Generating Habitat Threats”, com o apoio do Programa LIFE+. Com a sua execução, a FMB visa a conservação/valorização de um habitat relíquia: o adernal, cuja distribuição mundial se circunscreve aos escassos hectares existentes no Buçaco; o controlo/erradicação de flora exótica invasora que ameaça o adernal e demais espécies/habitats da Mata, através de trabalhos de continuidade centrados no ensaio e aplicação de novas práticas de controlo, dirigidas a espécies arbóreas e herbáceas, algumas das quais nunca aplicadas no contexto nacional e outras apenas a escalas mais reduzidas; o envolvimento ativo, nas atividades de conservação/valorização e controlo/erradicação, de diversos públicos e entidades, e da sociedade civil em geral (residentes, alunos, turistas, entre outros), com a perspetiva de assegurar o exercício de uma cidadania ativa e responsável em prol da conservação da natureza e da biodiversidade.