Mar e fogos

O Verão chegou em grande estilo, com o calor que lhe é próprio, mas que andava arredado há mais tempo do que é habitual nesta época do ano.

Contudo, trazendo também os aspectos negativos que anualmente se repetem – e que justificam que aqui se deixe um alerta aos Leitores. Um dos problemas é o dos riscos desnecessários que correm muitos banhistas que nesta altura procuram as praias, os rios, as piscinas, para descansar e combater a canícula.

Todos os anos morrem muitas pessoas nestes locais — que deveriam ser de lazer e não de tragédia. E, na maior parte dos casos, tal fica a dever-se a comportamentos incorrectos, ao desrespeito pelas mais elementares cautelas.

Ainda mais grave é o fenómeno dos fogos florestais que ciclicamente, por esta altura do ano, flagelam as nossas florestas, deixando um rasto de destruição e, para além disso, provocando a perda de vidas.

Ora também aqui a maior parte destas ocorrências tem origem em negligência e descuido. Desde os automobilistas que lançam pontas de cigarro pela janela até aos que fazem merendas nas matas e se põem a acender fogueiras ou lá deixam garrafas de vidro espalhadas pelo chão. Por isso aqui fica o apelo: sejam cautelosos, para que este Verão não volte a ter um balanço trágico

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NOTA: Provavelmente os Leitores estariam à espera de que neste Editorial se abordasse o tema do momento: futebol. A verdade é que este espaço deve exprimir a linha editorial do jornal e poderia haver erradas interpretações se eu, enquanto Director do AuriNegra, aqui tecesse juízos pessoais sobre o assunto. Contudo, não deve ao Director do jornal ser impedida a possibilidade de exprimir, publicamente, a sua opinião pessoal sobre algumas questões relevantes, como é o caso. Daí que sobre a matéria, abaixo exponha o que penso, em texto de opinião que não reflecte a linha editorial do jornal, mas apenas me vincula a mim próprio, enquanto cidadão e enquanto jornalista que experimentou, durante alguns anos (antes do 25 de Abril de 1974), a estúpida mordaça da Censura. Sei bem, por isso, dar o devido valor à liberdade de expressão.

Autor: Jorge Castilho (director do AuriNegra)