LIDL deixa de vender sacos de plástico

O Lidl Portugal volta a ser pioneiro, no sector do retalho alimentar, ao anunciar o fim da venda dos sacos de plástico em todas suas lojas, operação concluída até ao final de 2019. Com esta medida, o Lidl deixará de vender anualmente cerca de 25 milhões de sacos de plástico em Portugal. Esta eliminação será faseada, iniciando-se em Maio, na região Norte do país.

No âmbito da sua estratégia global de redução de plástico – que levou o Lidl Portugal a assumir em Março do ano passado o duplo compromisso de redução do consumo do mesmo em pelo menos 20% e de incorporação de 100% de materiais recicláveis em todas as embalagens, de marca própria, até 2025, para além de ter descontinuado a venda de artigos de plásticos descartáveis – a empresa anuncia agora que deixará de vender sacos de plástico em todas as lojas do território nacional, faseadamente, até ao final de 2019.

Desta forma, o Lidl torna-se na primeira empresa do sector de retalho alimentar, em Portugal, a tomar esta medida. O processo inicia-se em maio, na região Norte, e dar-se-á por concluído até ao final de dezembro de 2019.

Com esta decisão, que surge na sequência de um projecto-piloto de sucesso que decorreu em 12 lojas no Verão passado, onde a empresa testou a aceitação desta medida tendo obtido resultados muito positivos, o Lidl irá deixar de vender cerca de 25 milhões de sacos de plástico por ano,- compostos por 80% de material reciclado e 100% recicláveis desde 2015, e comercializados a 10 cêntimos cada -, e que representavam uma facturação de cerca de 2,5 milhões euros/ano.

Segundo a APA (Agência Portuguesa do Ambiente), cada português utiliza, em média, 466 sacos de plástico por ano, e esta medida corresponderá a menos 675 toneladas de plástico no ambiente, anualmente.

Como alternativa aos sacos de plástico, a empresa disponibilizará aos seus clientes sacos de papel em dois tamanhos, médio e grande, vendidos a 10 e 14 cêntimos respectivamente, com 60% a 70% de pasta de papel reciclada na sua composição e certificação FSC Misto (embalagens provenientes de fontes responsáveis). Para além destes, irá continuar a oferecer os sacos de ráfia, com 60% de material reciclado e vendidos a 50 cêntimos, perfazendo o conjunto de opções mais sustentáveis para o transporte das compras e cumprindo o objectivo de sensibilização do consumidor.

De acordo com Bruno Pereira, Administrador de Compras do Lidl Portugal, “Este é um compromisso que reforça a relevância da sustentabilidade na estratégia do Lidl Portugal. É nosso objectivo melhorar a conduta ambiental e contribuir também para a adoção de comportamentos mais responsáveis, seja do nosso negócio, seja junto das comunidades.”

Para Ângela Morgado, Directora Executiva da ANP|WWF, “congratulo o Lidl pela atitude pioneira na eliminação do uso de sacos de plástico nas suas lojas. Ver empresas como o LIDL trabalharem para travar este tipo de poluição é um exemplo e uma boa prática para conservar a natureza e a biodiversidade e, por isso, desafiamos outras empresas a reduzirem o plástico que produzem e consomem nas suas operações”. Acrescentou ainda que “a WWF tem neste momento a decorrer a campanha “Zero Plásticos na Natureza”, pedindo um acordo global para travar a fuga de plástico para os oceanos, envolvendo empresas, governos e cidadãos em todo o mundo.’

Este compromisso enquadra-se na estratégia de sustentabilidade e de redução de plástico a 360º graus do Lidl, enquanto membro do Grupo Schwarz, que assinou recentemente o pacto ambiental com as Nações Unidas e com a Fundação Ellen MacArthur.  Este prevê a adopção de  várias medidas com o objectivo de eliminar, reduzir, susbstituir e transformar o plástico.

No seguimento dos objetivos assumidos pelo Lidl Portugal, contam-se já acções como a descontinuação da venda de artigos de plástico descartáveis – medida que evitará a entrada no circuito de 12,5 milhões de copos e de 5 milhões de pratos de plástico descartável por ano; a substituição de embalagens de plástico por embalagens de cartão nos têxteis; o eco-design das embalagens, dos frutos secos e cápsulas de café – que  a título de exemplo se traduz numa redução de cerca de 13%  de plástico usada por embalagem nos frutos secos e cerca de 74 toneladas de plástico nas cápsulas de café; e a sensibilização da sociedade para estas temáticas através do projecto pioneiro TransforMAR, em parceria com a ABAE (Associação Bandeira Azul da Europa), a Amb3E (Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos), a Quercus e a APA (Agência Portuguesa do Ambiente), que sensibiliza os veraneantes a adoptarem uma boa conduta em praia.