Lagarta do Pinheiro: um perigo para os animais

A processionária (Thaumetopoea pityocampa), conhecida comummente como lagarta do pinheiro, é um insecto desfolhador de pinheiros e cedros, enfraquecendo estas árvores. Sendo considerada uma praga, esta lagarta pode originar danos graves nestas árvores, bem como problemas de saúde pública, devido às reacções alérgicas que provoca.

Os seus pêlos (aparelho defensivo) contêm uma haloproteína, chamada taumatopoína, que causa libertação de histamina, acetilcolina e outras proteínas, com consequente necrose (morte) de tecidos. Como tal, basta estes pêlos urticantes, ou irritantes, serem levados pelo vento e tocarem nas mucosas do ser humano ou dos animais, para causar irritações e erupções cutâneas dolorosas. Nalguns casos podem provocar ainda reacções alérgicas.

Esta lagarta peluda e alaranjada com faixas azuis é perigosa principalmente no Inverno, quando constrói ninhos brancos de seda nos galhos e folhagem dos pinheiros e cedros, de onde saem apenas à noite para se alimentar.

Embora as condições climáticas determinem o grau de desenvolvimento da lagarta, esta fica normalmente totalmente desenvolvida entre Dezembro e Fevereiro.

Os animais que mais frequentemente são afectados por estas lagartas são os cães, por isso os donos têm que estar atentos aos sinais. Depois de contactarem com as lagartas, os cães começam a babar-se, a coçar o nariz/boca, ficam ofegantes e a língua/boca incham.

Outros sintomas são a tosse forte, necrose de tecidos (como a língua), dificuldades respiratórias, asfixia ou até mesmo choque anafilático, pelo que o tempo de decorre desde o momento de contacto com os pêlos da lagarta e o início do tratamento é crucial para a recuperação total do animal.

O que fazer para evitar o contacto com os pêlos destas lagartas?

  • Não tocar ou aproximar dos ninhos ou das lagartas
  • Não deixar que os animais toquem ou se aproximem dos ninhos ou das lagartas
  • Se tem árvores perto de casa com ninhos de processionária, uma óptima medida de controlo será a construção de ninhos para que o chapim possa ter uma casa ao pé da sua, pois a lagarta faz parte da sua dieta.