IPMA alerta para o agravamento do estado do tempo em Portugal

Os próximos dois dias vão ser de chuva, vento e também de agitação marítima muito forte, nos Açores mas também em Portugal.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, até dia 5 de Fevereiro, “o estado do tempo será caracterizado pela passagem sucessiva de sistemas frontais associados a depressões que se deslocam no Atlântico a norte dos Açores”.

Esta situação meteorológica irá dar origem a precipitação em todo o território, sendo por vezes forte e persistente nas regiões Norte e Centro.

A partir do final desta quarta-feira, 1 de Fevereiro, o IPMA alerta que o vento irá intensificar, soprando forte com rajadas até 80 km/h no litoral e até 100 km/h nas terras altas.

Prevê-se também, agitação marítima forte em toda a costa Ocidental a partir da manhã de amanhã (dia 02), com o período mais crítico entre o final da tarde deste dia e a madrugada de dia 3, podendo atingir os 8 metros de altura significativa e ser superior a 12 metros de altura máxima.

Devido às condições meteorológicas, o IPMA decretou aviso vermelho (o máximo) para sete distritos do continente na tarde de quinta-feira por causa da forte agitação marítima, uma tempestade que começa esta quarta-feira a atingir os Açores. Segundo o IPMA, estarão em aviso vermelho, por causa da forte agitação marítima, os distritos de Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa, todos a partir das 15h00 de quinta-feira.

Com a previsão de chegada da tempestade a Portugal continental, a Protecção Civil lançou esta terça-feira, 31 de Janeiro, um aviso à população, alertando para a possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, inundações, estradas escorregadias e possível queda de árvores. Na nota enviada à comunicação social, a Autoridade Nacional de Protecção Civil recomenda comportamentos e medidas preventivas, “em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis”, entre as quais a desobstrução de sistemas de escoamento de águas pluviais, não atravessar zonas inundadas, para evitar o arrastamento de pessoas e viaturas, uma condução defensiva, sobretudo em caso de neve ou formação de lençóis de água, e a fixação de estruturas soltas, como andaimes.

A Proteção Civil desaconselha ainda a circulação e permanência junto a zonas arborizadas, junto à zona costeira, e apela a que não se pratique qualquer atividade relacionada com o mar.