Folk promove “uma viagem ao mundo”

De 9 a 16 de Julho, Cantanhede volta a encher-se de vida e cor com mais uma edição do Folk. A 11.ª Semana Internacional de Folclore está quase de regresso e promete sons, cultura, música e dança dos cinco continentes.

Este ano, como grande novidade, o Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede, organizador do evento, traz ao Folk uma formação de Timor-Leste e outra da África do Sul. “São dois grupos diferentes da- quilo que temos trazido, e que demonstra a nossa aposta na diversidade. Querem

os que os grupos que cá vêm deixem um pouco da sua cultura e levem também um pouco da nossa”, referiu Paulo Marques, presidente do Grupo Folclórico, durante a apresentação oficial do evento, que teve lugar no Hotel Marialva Park, em Cantanhede, no passado dia 10 de Maio.

A juntar a Timor-Leste e à África do Sul, vêm ainda grupos de folclore da Áustria, Polónia, República Checa, Geórgia, Bolívia e Nova Zelândia. De Portugal, para além do rancho anfitrião, participam também os Ranchos de Moncarapacho (Olhão, Algarve) e da Trofa.

Pela primeira vez nestes 11 anos de Folk, a Gala Internacional de Abertura terá lugar a 9 de Julho (sábado), na Tocha, dia em que a localidade festeja o aniversário da sua ascensão a vila. Durante toda a semana os grupos vão passar pelas várias freguesias e lugares do concelho mas não só. Os “vizinhos” Mealhada, Montemor-o-Velho e Coimbra também vão ter direito a “um cheirinho” do Folk.

Para além das actuações, a Semana dedicada ao folclore nacional e internacional inclui ainda várias oficinas de dança, visitas guiadas pelo distrito e momentos de convívio, principalmente durante o Espaço Folk, uma novidade introduzida há em 2014 e que se tem vindo a revelar um sucesso.

Deste modo, a partir de dia 13, e até ao final do certame, o Jardim da Praça Marquês de Marialva tornar-se-à o ‘palco’ predilecto para o convívio intercultural. Para além de tasquinhas, exploradas por várias associações locais, haverá ainda apresentações diárias de dois dos grupos participantes. “Pretendemos que o Espaço Folk seja o ponto de encontro das pessoas e que sirva para aproximar os elementos dos grupos visitantes da comunidade local”, fri- sou Paulo Marques.

Para dia 16 de Julho está também programado o Folk Famílias, cujas inscrições já estão abertas, e que tem como objectivo reunir à mesa folcloristas e famílias do concelho. “As famílias inscrevem- se e no dia 16, ao almoço, recebem elementos dos vários grupos internacionais, para lhe dar a conhecer a nossa cultura e gastronomia”, explica o dirigente.

Orçamento maior, mais diversidade

Para a edição de 2016, a comissão organizadora do Folk conta com um orçamento de 65.300 euros, cerca de mais 8 mil euros que na edição passada.

“Este ano tivemos um salto qualitativo, uma verdadeira ‘viagem pelo mundo’, o que também obrigou a um orçamento maior”, partilhou Paulo Marques, referindo o esforço acrescido de trazer a Cantanhede grupos de países mais distantes, como Timor Leste, África do Sul e Nova Zelândia.

Ainda durante a apresentação do evento, a comissão organizadora do Folk ligou via Skype para Timor-Leste, onde deu a conhecer a mentora do grupo que em Julho viaja até Cantanhede. Apesar da diferença horária (enquanto em Portugal já passava das 22h00, em Timor eram apenas 7h00), foi com entusiasmo que a líder do Grupo Cultural Wehali falou com Paulo Marques, perante as dezenas de convidados, referindo que o grupo está ansioso pela vinda a Portugal. “Afinal somos países ir- mãos”, sublinhou entusiasmada.

Para a organização do evento, o Cancioneiro de Cantanhede conta com o alto patrocínio do Município de Cantanhede e com os apoios do Turismo Centro de Portugal, da Escola Pedro Teixeira, das Juntas de Freguesia e de muitas outras entidades privadas e associações locais e do concelho.

Folk Cantanhede já é “uma marca”

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Durante a apresentação do Folk, o vereador da Câmara Municipal de Cantanhede, Pedro Cardoso, referiu que é com expectativa que o município espera mais uma edição do certame. “É um festival fantástico com chancela CIOFF (Conselho Internacional das Organizações de Festvais de Fol- clore e das Artes Tradicionais) . Uma semana internacional de qualidade”, frisou, acrescentando ainda que o Cancioneiro “merece grande reconhecimento, pois tem-nos habituado a uma qualidade crescente e a elevar a fasquia, com determinação e espírito”. Para Pedro Cardoso, a edição do Folk de 2016 tem “todos os ingredientes necessários para ser a melhor de sempre. Acredito que vai ser um sucesso”. Também presente, em representação da Turismo Centro de Portugal, Carlos Figueiredo realçou o trabalho do Cancioneiro de Cantanhede: “Aquilo que fazem é muito maior do que pensam. Vocês foram capazes de lan- çar uma marca que hoje é essencial que continue a existir. O Folk já é uma marca não só de Cantanhede mas também da região e do País”.

Autor: Carolina Leitão