Fogos Parte I – Falando de Ignições… Alguém explica?

Este ano, no Porto, por altura do S. João, foi suspenso o tráfego aéreo por causa do perigo dos balões.

E então o perigo desses balões, com as mechas incandescentes, a caírem nas florestas? Será justo e adequado correr esse enorme risco, em nome da tradição?

Neste tempo de verão multiplicam-se as festas e festinhas aproveitando inclusive a vinda dos emigrantes.

Em ano de eleições autárquicas multiplicam-se as festas. Cada uma com mais “brilhantismo” que a do vizinho que isso também ajuda a captar votos. Muitos Presidentes de Câmara não querem contrariar os supostos desejos de alguns festeiros.

Será que ainda temos festas com foguetes e fogo de artificio?

Multiplicam-se os piqueniques muitas vezes sem preocupações de onde se fazem e em que condições.

É assim natural que os fins de semana tenham mais fogos.

Não há muitos anos, estava eu de férias no Alto Minho, e constatei que enquanto ardiam montes à volta de Valença, mais adiante estouravam foguetes por todo o lado, em pleno Agosto.

O drama deste fim-de-semana ainda tem muito por explicar e esclarecer, aguardemos. Mas vamos falando sobre alguns destes assuntos…

Nota: após a divulgação deste texto, foi reformulada a data de início da “época dos fogos” para o dia 22 de Junho, pelo que o lançamento dos balões e foguetes foi proibido.

Texto de Vasco Paiva (Engenheiro Florestal)