Filarmónica de Covões em destaque em concurso nacional de bandas

“Na [Filarmónica de Covões] apareceu uma coisa muito curiosa, que uma grande compositora nossa – Constança Capdevielle – dizia que era uma das coisas mais bonitas na arte: a interdisciplinaridade, ou seja, a junção da música, com o teatro, com a dança, com o movimento. E isso foi muito visível e foi muito agradável de ver, aqui neste palco. Uma banda a tocar, actuar e cantar. Imaginem o que é o potencial de uma formação destas, a riqueza tímbrica, o amor com que tocam (…). Isso tudo entusiasma-nos muito e dá-nos muita esperança no futuro. Eu aplaudo, aplaudo francamente.”

Foi com esta apreciação global que a pianista e Professora Olga Pratts, enquanto membro do Júri da final do Concurso Nacional de Filarmónicas Vianeza, distinguiu a Filarmónica de Covões com os mais rasgados elogios da noite.

O espectáculo, que teve lugar na noite de 1 de Julho, foi transmitido diretamente pela RTP1 a partir do CAE da Figueira da Foz. Entre as três Bandas classificadas para a final encontrava-se a Filarmónica de Covões. A prova consistiu na execução de um tema obrigatório, da autoria do compositor Jorge Salgueiro (o mesmo para as três finalistas) e um tema livre. A opção da Filarmónica de Covões recaiu na composição “A Batalha de Linhas de Elvas”, da autoria do Maestro Rui Lúcio, que ilustra musical e narrativamente os feitos do Marquês da Marialva enquanto herói da Restauração da Independência nacional.

Para além de Olga Pratts, constituíram o Júri, o Maestro António Vitorino de Almeida, e Júlio Isidro.

“Como resultado de uma prestação brilhante, a Filarmónica de Covões obteve o 2.º lugar no Concurso e conquistou o Prémio da Melhor Performance (destinado à melhor execução da obra obrigatória, de elevadíssimo grau de dificuldade técnica)”, refere  a direcção da Filarmónica ao AuriNegra.

Deste modo, através da Filarmónica de Covões, “o Município de Cantanhede foi altamente dignificado, quer pelas inúmeras referências feitas ao concelho ao longo de toda a transmissão televisiva, quer também através da narrativa da composição de escolha livre onde os feitos do Conde de Cantanhede foram o tema central”.

“A população da União das Freguesias de Covões e Camarneira percebeu a importância deste acontecimento para a promoção da sua terra, dando à Filarmónica um enorme apoio, através da presença numerosa e calorosa no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz. Também os Órgãos Sociais da Filarmónica deram o devido relevo ao acontecimento, congratulando a população e expressando todo o seu orgulho e agradecimento ao povo, ao Maestro Fausto Moreira e aos Músicos que, com a sua dedicação e o seu talento tão alto elevaram o nome da sua terra e da Instituição que entra, desta forma notável, no seu 150.º ano de actividade ininterrupta”, pode ler-se na mesma nota.

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