Festival das Artes de Coimbra já arrancou

O Festival das Artes, em Coimbra, que arrancou este domingo, dia 17 de Julho, fecha um ciclo de oito anos desde a estreia, em 2009, embora o presidente da direcção da iniciativa, José Miguel Júdice, recuse tratar-se do fim da história.

Subordinada ao tema “Pioneiros”, a oitava edição do Festival das Artes prolonga-se até dia 31 de Julho, em vários espaços da cidade de Coimbra.

“O número 8 é o símbolo do infinito e são os pioneiros que, geração após geração, vão fazendo avançar o mundo e assegurando o futuro da humanidade. Eles são sinais, por isso nos revelam que o infinito é o futuro anunciado”, sustenta, numa nota no site do evento, José Miguel Júdice.

Adianta ainda que os promotores do festival foram, eles próprios, pioneiros na primeira edição, em 2009, quando “se lançaram ao caminho de construir do nada um festival de artes que rapidamente se tornou numa referência incontornável da Cultura no verão português”.

Segundo José Miguel Júdice, em Portugal, nos dias de hoje, “há grandes e pequenos festivais em todo o lado, surgem como cogumelos”, mas quando o Festival das Artes começou “não havia praticamente nenhum”.

O também vogal do conselho executivo da Fundação Inês de Castro, promotora do festival, gostava que Coimbra se tornasse numa espécie de capital cultural de Verão e que as pessoas se desloquem à cidade “como vão a Arles (França) ou Edimburgo (Escócia)”, onde ocorrem festivais culturais que são uma referência a nível europeu.

A 8.ª edição do Festival das Artes começou com o concerto ‘Dois grandes inovadores’, no Convento São Francisco, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa.

E embora a iniciativa tenha na música um dos seus ciclos mais preenchido, não há prejuízo de outras áreas, como as artes plásticas, o teatro ou o cinema.

Prova disso é o facto de Diogo Infante apresentar no Festival das Artes, em Coimbra, o recital “Palavras que mudam a Humanidade”, em que o actor vai reinterpretar discursos do século XX e XXI, que continuam “a marcar o caminho” da humanidade.

O recital, com direcção de Natália Luiza, é apresentado no dia 22, no anfiteatro ao ar livre Colina de Camões, na Quinta das Lágrimas, pegando no tema da edição deste ano do festival, ‘Pioneiros’, para abordar textos que “mudaram as mentalidades”.

Segundo o actor, em palco serão reinterpretados discursos “que ajudaram [as civilizações] a dar um passo em frente” e a perceber um “pouco melhor a complexidade da sua natureza humana, na sua capacidade de nascer, de sobreviver e também de se autodestruir”.

Centrando-se no “peso das palavras”, bem como no seu poder “transformador e quase revolucionário”, o evento vai abordar discursos de figuras como o antigo presidente da África do Sul Nelson Mandela ou Barack Obama, quando fazia a sua 1.ª campanha para a Casa Branca, em 2008, marcada pelo ‘slogan’ “Yes We Can”.

Pode saber mais em : http://www.festivaldasartes.com/