Ensinar a arte

Ensinar, promover e dar vida à arte. São estes os objectivos da DNA – Dance N’Arts School, uma escola de artes criada em Setembro de 2015, e que já se tornou uma referência no ensino da arte em Coimbra, contando com mais de 500 alunos inscritos.

O projecto é liderado por cinco mulheres. Quatro delas docentes com mais de 20 anos de experiência e com provas dadas, nacional e internacionalmente, no ensino das áreas de Ballet Clássico (Teresa Gouveia e Catarina Pinho) e da Dança Jazz (Maria Manuel e Maria Carlos Chieira Pêgo), às quais se junta Ana Condinho, que assume a Direcção Administrativa da DNA.

Entre as várias actividades promovidas pela escola, é a dança que assume maior destaque, desenvolvendo-se nas vertentes de Ballet, Dança Jazz e Dança Contemporânea.

“A dança está no nosso ‘DNA’ e por isso é a actividade principal. No entanto, o projecto abre também portas ao ensino da música (canto coral e instrumentos) e a áreas mais abrangentes que se relacionam com o crescimento individual e o bem-estar, como a Ginástica de Manutenção, o Teatro e a Dança Criativa”, afirma a equipa que criou o projecto.

Localizada no Pavilhão Engenheiro Jorge Anjinho, na zona do Solum, em Coimbra, a DNA dinamiza ainda workshops regulares de Yoga, Hip-Hop e Breakdance. “Aquilo que pretendemos é ser um espaço de referência ao nível do ensino das artes. Um espaço que forma alunos com diferentes níveis de aspiração e ambição, desde os que desejam unicamente praticar uma actividade com características recreativas até àqueles que desejam, eventualmente, seguir a carreira profissional”, referem.

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Os objetivos propostos são conseguidos através da interação entre diferentes áreas de formação, da aprendizagem e da experiência em diferentes modalidades.

“Esta é uma abordagem inovadora, com desígnios muito pessoais e bem definidos ao nível do ensino da dança e das artes em geral, interdisciplinar e holística: queremos que os nossos alunos – mas também a população – respirem um ambiente artístico, em toda a sua plenitude”, assume Ana Condinho, uma das responsáveis da escola, acrescentando que Coimbra já ambicionava há muito por um projeto desta natureza.

Para além de ser um espaço de aprendizagem artística, de convívio e de valorização cultural, a DNA não descura o trabalho de responsabilidade social. Deste modo, “a atribuição de bolsas de estudo, a reserva de lugares para crianças institucionalizadas, o trabalho com pessoas ditas ‘diferentes’ e as actividades direcionadas para o público sénior são algumas das nossas preocupações e alvo de concretização a curto prazo”.

Somar sucessos

A DNA – Dance N’Arts School, para além do trabalho diário de ensino das modalidades e da organização de workshops temáticos diversificados, tem participado em vários eventos de Coimbra mas também em competições de dança um pouco por todo o mundo, como o Youth American Grand Prix, em Paris, a Dance World Cup Portugal, na Figueira da Foz, e o Dançarte – Algarve International Dance Competition, onde têm obtido bons resultados.

Nos próximos meses, a escola de artes vai marcar presença na Semana Internacional de Bailado, no Porto (13 a 15 de Maio) e na Dance World Cup 2016, em Jersey, Estados Unidos da América (25 de Junho a 2 de Julho 2016), esperando levar o nome de Coimbra mais longe.

Apesar de ainda não ter sequer um ano de existência, o balanço do projecto, referem as responsáveis, não poderia ser mais positivo. “O êxito da DNA é o corolário e o reconhecimento do empenho e da dedicação a que se têm disposto os nossos alunos e alunas, o corpo docente, a direcção e os familiares, que muito nos orgulha e motiva para prosseguir com denodo os nossos objectivos”.