Doutoramento em Biomedicina da UC oferece bolsas

O Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) tem abertas candidaturas para a atribuição de quatro bolsas no seu Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina (PDBEB), a estudantes de qualquer nacionalidade, não sendo obrigatória formação em biologia.

O Doutoramento de quatro anos é composto por cursos avançados, treino laboratorial, seminários com os melhores especialistas do mundo da biologia moderna, culminando na defesa de tese. A candidatura às bolsas, financiadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, pode ser feita até 6 de Maio no site do Programa Doutoral (http://beb.cnbc.pt/).

O PDBEB é responsável pela formação da nova geração de cientistas nas áreas das neurociências, metabolismo, envelhecimento e novas terapias, com incidência nas doenças neurodegenerativas como a Doença de Alzheimer e a Doença de Parkinson.

Recentemente, antigos estudantes do PDBEB têm contribuído para o desenvolvimento da ciência internacional com cunho português. Patrícia Monteiro participou na investigação que reverteu alguns sintomas do autismo em ratinhos adultos, publicada na Nature. Joana Barbosa publicou um estudo sobre a redução das células estaminais neuronais durante o envelhecimento na revista Science.

João Ribas tornou-se o primeiro português a integrar o projecto internacional do Massachusetts Institute of Technology (MIT) de empreendedorismo em saúde, liderando um projecto no Equador.

O Presidente do CNC e Coordenador do PDBEB, João Ramalho-Santos, sublinha que “o programa doutoral de âmbito internacional do CNC, iniciado há 14 anos, afirma-se como um espaço de formação avançada interdisciplinar que acolhe os melhores e oferece-lhes instrumentos para singrarem no âmbito da biomedicina e da biotecnologia”.

“As investigadoras e os investigadores do CNC, primeiro Laboratório Associado nacional criado em 1990, são uma sólida promessa de novos desenvolvimentos terapêuticos. O CNC, além de formar cientistas qualificados a enfrentarem qualquer desafio em qualquer parte do mundo, forma pessoas capazes de interpretarem o mundo de forma diferente, propondo caminhos inexplorados na ciência ou fora dela”, conclui o presidente do CNC.