Ciclo de Teatro prossegue em Febres, Cadima, Portunhos, Zambujal, Murtede, Ançã e Franciscas

São sete espectáculos aqueles que preenchem a programação do Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede do próximo fim-de-semana. A quarta jornada do programa de revitalização que o Município de Cantanhede tem vindo a promover há 20 anos, sempre nos meses de Fevereiro e Março, começa no sábado, 3 de Março, às 21h30, com a estreia do Grupo de Teatro Pedra Rija de Portunhos, que apresenta, no salão da Fundação Ferreira Freire, em Portunhos, Viagem à Flor de Aldeia, uma opereta de Henrique Luso adaptada de uma obra representada há algumas décadas em Portunhos e que frequentemente a população pede que volte a cena.

Trata-se de um espectáculo com quase um século (1927), num registo cómico, que se desenrola em torno dos amores de Rosa, a menina mais cobiçada da aldeia, e Damião, o engatatão lá do lugar. A este enredo, junta-se a paixão pela moça de Zuquinho, o maluquinho da aldeia, e as vontades dos respectivos pais na maioria das vezes contrárias às dos filhos.

Também no sábado, às 21h30, são as Pequenas Vozes de Febres que iniciam, no Pavilhão Multiusos de Febres, a sua participação na edição deste ano do certame, desta vez com Asas no Coração, musical baseado no livro de memórias The Story of the Trapp Family Singers, escrito por Maria von Trapp. A peça retrata a história de Maria, uma jovem que está num convento para se tornar freira, mas que, por conseguir seguir as rígidas normas das religiosas, é enviada para trabalhar como governanta de sete crianças. O pai dos meninos é um oficial da marinha, viúvo, que desde a morte de sua esposa educa as crianças com rigor militar. Depois de trazer música e amor para as vidas das crianças através da bondade e paciência, Maria casa-se com o capitão e, juntamente com as crianças, descobre uma maneira de sobreviver à perda da sua terra natal através da coragem e da fé.

Ainda no sábado, o Grupo de Teatro Amador da União Recreativa de Cadima sobe ao palco da Junta de Freguesia de Cadima para apresentar O dia em que Raptaram o Papa, comédia de João Bethencourt numa adaptação livre de Carla Leite, Maria João Espírito Santo e Paula Lucas. A peça tem como contexto o desaparecimento do Papa durante uma visita oficial, tendo como personagens o Sumo Pontífice, um taxista judeu e sua família, um rabino, um cardeal, forças militares, a comunicação social e a população de uma aldeia, de um país, do mundo inteiro. E a grande questão é: Qual será afinal o preço do resgate?

Igualmente no sábado, às 21h30, o Grupo de Teatro Renascer do Centro Social de Recreio e Cultura da Sanguinheira estará no Centro de Dia de Ançã a representar Três em Lua-de-mel e Outros Sketches. O espectáculo tem como personagem central Madalena, que, já casada em segundas núpcias, é confrontada com o regresso do primeiro marido, que ela julgava morto num acidente de avião. É então que os acontecimentos se precipitam numa casa onde vários equívocos geram a maior das confusões.

À mesma hora, o Grupo de Teatro Arte e Cultura da Associação Musical da Pocariça apresenta a comédia Irra, que é demais no Salão da Junta de Freguesia de Murtede. O cenário é uma cerimónia fúnebre activa e divertida de uma sociedade onde o cinismo, o interesse e a falsidade da maioria das pessoas irá ridicularizar os medos e os receios perante a morte. Um homem rico morre, mas recusa-se… a ser enterrado, invocando justificações várias para que tal não aconteça: suborna o médico, recusa-se a vestir, tem claustrofobia e não se despediu da esposa… Afinal, qual é a maior birra? A de um homem que se recusa a ser sepultado ou a dos outros que estavam desejosos para que isso acontecesse?

A jornada de sábado termina com do Grupo de Teatro “As Fontes do Zambujal” – da Associação Juvenil do Zambujal e Fornos – a representar “O Funeral das Bestas” no salão da Associação Cultural e Recreativa do Zambujal. Com início às 21h30, esta comédia de Jorge Gomes de Oliveira tem como cenário o suposto velório de um empresário endinheirado, onde a viúva recebe pessoas das múltiplas relações do falecido. Equívocos e revelações inesperadas geram situações hilariantes que adquirem ainda maior expressão face à solenidade do momento.

Já no domingo é o GATT – Grupo Amador de Teatro da Tocha – Associação Recreativa e Cultural 1.º de Maio – que leva ao palco do Salão da Associação do Grupo Musical das Franciscas uma encenação de Os Turistas. A peça é uma comédia adaptada de um original de Luís Gonçalves e contém algumas alterações pontuais que conferem mais atualidade ao desenrolar dos acontecimentos.