Catorze anos a concretizar sonhos

A presente edição assinala dois aniversários: o do AuriNegra e o da Gira Sol – Associação de Desenvolvimento de Febres, entidade proprietária deste jornal.

Comecemos por falar da Gira Sol, criada em 2002 por um pequeno grupo de pessoas de Febres, de diversas idades e profissões variadas, lideradas pelo Eng.º Vítor Catarino, que se uniram com o objectivo de trabalhar, de forma tão empenhada quanto desinteressada, para o desenvolvimento desta terra.

Catorze anos volvidos, pode dizer-se que os resultados dessa altruísta actividade excederam as mais optimistas expectativas, pois a Gira Sol possui hoje um conjunto de estruturas que muito enriquecem não só a vila de Febres, mas também o Concelho de Cantanhede, a Gândara e a Região Centro.

Desde um modelar Jardim de Infância até à actividade física para Seniores, passando por uma magnífica Secção de Atletismo, que há uma década se vem afirmando como a melhor do distrito de Coimbra e uma das cinco melhores a nível nacional.

Em termos culturais, destaque para a edição de vários livros de autores da Região e a promoção de iniciativas diversas. E o mesmo se diga para realizações várias de carácter social e recreativo.

Mas o projecto mais arrojado da Gira Sol é o Pavilhão Multiusos, que depois de uma auspiciosa primeira fase enfrentou entraves vários, tendo estado alguns anos parado, apesar dos continuados esforços dos responsáveis da Associação para ultrapassar o impasse.

A verdade é que a persistência valeu a pena, pois as obras recomeçaram e o Pavilhão aí está praticamente concluído, devendo ser inaugurado em breve, e podendo ser considerado como um dos melhores e mais modernos não só da Região, mas do País.

Este é, pois, mais um sonho concretizado graças ao entusiasmo e à paixão dos que acreditaram que vale a pena lutar por causas justas.

Paralelamente a todas as outras actividades, a Gira Sol tem ainda o mérito de editar o AuriNegra, um jornal de informação geral que é lido por milhares de pessoas de Norte a Sul de Portugal, mas também espalhadas pelo Mundo, que nele têm um elo de ligação às suas origens.

Desde o início do corrente ano com uma periodicidade mensal na edição em papel, o

AuriNegra tem agora uma renovada edição on-line, actualizada diariamente – assim cumprindo, com reconhecido profissionalismo, a sua missão de informar.

Importa aqui exprimir um agradecimento a todos os nossos Leitores, Assinantes e Anunciantes, graças aos quais o jornal tem conseguido subsistir, numa altura em que a grave crise que a comunicação social atravessa tem levado ao encerramento de muitas publicações.

Credores de gratidão são também todos os que, de forma desinteressada, enriquecem as nossas edições com os seus textos de opinião.

Justo é também manifestar publicamente o meu reconhecimento à Direcção da Gira Sol, cujos membros nunca tentaram interferir no conteúdo do jornal, antes respeitaram sempre, de forma exemplar, a isenção e o pluralismo que caracterizam o AuriNegra.

Os jornais regionais têm uma função insubstituível, cuja importância é reconhecida pela própria legislação vigente, como se pode ler no preâmbulo do Estatuto da Imprensa Regional (Decreto-Lei nº 106/98), que a seguir transcrevo:

“A imprensa regional desempenha um papel altamente relevante, não só no âmbito territorial a que naturalmente mais diz respeito, mas também na informação e contributo para a manutenção de laços de autêntica familiaridade entre as gentes locais e as comunidades de emigrantes dispersas pelas partes mais longínquas do Mundo. Muitas vezes, ela é, com efeito, o único veículo de publicitação das aspirações a que a imprensa de expansão nacional dificilmente é sensível; e constitui, por outro lado, um autêntico veículo de difusão, junto daqueles que se encontram fora do País, daquilo que se passa com os que não os quiseram ou não puderam acompanhar. Além disso, tem, por regra, sabido desempenhar uma função cultural a que nenhum órgão de comunicação social pode manter-se alheio.”

Contudo, para poderem exercer esse papel, os jornais regionais precisam de Leitores, de Assinantes, de Anunciantes. Só as receitas da Publicidade e das Assinaturas permitem a subsistência dos jornais regionais.

Por isso, nesta edição de aniversário, aqui renovo o apelo deixado em anos anteriores: aos nossos Leitores, no sentido de que se façam Assinantes; aos nossos Assinantes, para que nos indiquem outros Assinantes; aos nossos Anunciantes, para que prossigam e intensifiquem a sua publicidade num jornal que é lido não só em toda a Região Centro do País, mas também por elevado número de gandareses que vivem de Norte a Sul de Portugal e que estão espalhados por muitos outros países de vários Continentes.

Com o vosso apoio, o AuriNegra manter-se- á uma tribuna livre, um veículo de informação isenta, um órgão de comunicação social que continuará a lutar pelo desenvolvimento desta Região e pelo bem-estar de quantos nela vivem e trabalham.

Autor: Jorge Castilho (Director do Jornal AuriNegra)