Canis abateram mais de 12 mil cães e gatos em 2015

Em 2015 foram recolhidos pelos canis municipais autorizados pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) 23.706 cães e 6.486 gatos, num total de 30.192 animais.

Desses, 2.128 foram restituídos aos donos, 12.567 foram adotados e mais de um terço — 12.073 — acabou por ser abatido.

Os números divulgados, esta segunda-feira (11 de Abril), pelo Jornal de Notícias são do Ministério da Agricultura, mas as associações de defesa dos animais contestam e apontam para números bem mais altos, na ordem dos 274 abates diários, mais de 100 mil por ano.

“É ridículo que o Governo não tenha vergonha de fazer pouco das pessoas ao divulgar esses números que é óbvio que não correspondem à realidade”, afirmou ao jornal diário Rita Silva, presidente da Associação Animal, explicando que “não há números oficiais, até porque muitos canis municipais, ironicamente não estão licenciados”.

As associações de defesa dos animais pretendem que se acabe com os abates nos canis, mas admitem que “há um caminho a percorrer” e que é “preciso reestruturar o sistema”, defende Sandra Cardoso, da SOS Animal, que não concorda que os animais sejam devolvidos às ruas.

Em Dezembro de 2015, o PAN apresentou uma proposta precisamente para o fim dos canis de abate, que baixou à especialidade e que está a ser debatida em sede de Comissão. Entretanto, na Madeira, desde domingo (10 de Abril), passou a ser proibido abater animais nos canis. Assim, os animais serão recolhidos, esterilizados e, se não forem adoptados, são devolvidos à rua.