Câmara de Coimbra empenhada em garantir a requalificação da Escola Secundária José Falcão

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, afirmou esta segunda-feira, 10 de Outubro, que a autarquia está a empenhada em garantir que as almejadas obras de reabilitação da Escola Secundária José Falcão ocorram “por inteiro e sem sacrifícios”. Segundo o autarca, o município não desistirá da concretização desse objectivo, tendo já transmitido ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, “que é preciso arregaçar as mangas e fazer um trabalho de intervenção neste sítio”.

As declarações do presidente da CMC foram proferidas na abertura oficial das comemorações dos 180 anos da criação do Liceu de Coimbra e 80 anos do Liceu D. João III – Escola Secundária José Falcão. Segundo Manuel Machado, a requalificação física deste estabelecimento escolar é essencial e necessária. “Já esteve na Parque Escolar, que depois foi extinta; esteve quase para entrar nos mapeamentos”, mas “por razões obscuras e inaceitáveis, o concelho de Coimbra é o único município desta região que não tem a intervenção de fundos comunitários em nenhuma escola pública”, lamentou o edil.

Manuel Machado relembrou a inauguração, no passado dia 5 de outubro, do novo Centro Escolar do Loreto, cuja obra “foi literalmente feita e executada com investimento exclusivamente municipal”, aguardando-se nesta altura que possa chegar financiamento de fundos europeus, “mas até agora nem um cêntimo”.

O presidente da CMC assegurou ainda que os mapeamentos, que consiste numa tabela de escolas a intervir com os fundos comunitários do Portugal 2020, “foram feitos ao arrepio, contra a vontade dos órgãos municipais” e “foram discutidos pelos serviços do Ministério da Educação a seu belo prazer, sem justificação”. Segundo o autarca, “há obras mapeadas que estão a decorrer, que não têm uma justificação tão intensa como é o caso da Escola Secundário José Falcão”.

As comemorações dos 180 anos da criação do Liceu de Coimbra e 80 anos do Liceu D. João III – Escola Secundária José Falcão estendem-se até ao próximo dia 14 de outubro e contam com uma série de eventos. Para além do presidente da CMC, Manuel Machado, a abertura oficial das comemorações contou com a presença de Sansão Coelho e Jorge Castilho.

O Liceu de Coimbra substitui o Colégio das Artes (fundado por D. João III em 1548), e muitos dos professores do Liceu vêm do Colégio das Artes, que se extingue, dando lugar ao Liceu, que começa por funcionar precisamente nas instalações que tinham sido do Colégio das Artes. O Liceu de Coimbra constitui uma secção da Universidade de Coimbra (única que existia na época), tanto que os alunos do Liceu de Coimbra trajam capa e batina, o que vai perdurar por mais de um século. A partir de 1870, o Liceu fica instalado no Colégio de S. Bento. Após a implantação da República, o Liceu toma o nome de Liceu José Falcão (1914) e, dado o grande aumento da população escolar, foi criado, em 1928, o Liceu Dr. Júlio Henriques, funcionando ambos no Colégio de S. Bento.

Em 1936, os dois liceus fundem-se, dando origem ao Liceu D. João III, para o qual foi construído de raiz o edifício na Av. Afonso Henriques. Depois do 25 de Abril de 1974, o Liceu D. João III retoma o nome do seu antigo patrono, José Falcão, e, em 1978, com a unificação de Liceus e Escolas Industriais e Comerciais em Escolas Secundárias, este estabelecimento de ensino passa a denominar-se Escola Secundária José Falcão.