Autarca de Cantanhede sai do Tribunal afirmando ser vítima de um engano

Manuel Augusto dos Santos, líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Cantanhede e gerente da empresa de segurança “365”, saiu hoje (sexta-feira, dia 30) em liberdade do Tribunal de Leiria, onde foi apresentado no âmbito da operação “Punho Cerrado” desencadeada, na passada terça-feira, pela Polícia Judiciária e que abrangeu detenções e buscas em Lisboa, Leiria, Coimbra e Santarém.

À saída do Tribunal, o antigo Presidente da Junta de Freguesia de Sanguinheira afirmou aos jornalistas estar a ser vítima de um engano, já que quer ele quer a sua empresa “365” nada têm a ver com as alegadas actividades criminosas que estiveram na origem desta operação da PJ.

Manuel Augusto dos Santos referiu que a 365 “é uma empresa que se preza de ser de bem e de topo ao nível da segurança”, sendo alheio e desconhecendo eventuais actividades ilícitas da extinta empresa de segurança Lexsegur, com a qual a 365 estabeleceu uma parceria antes de ele assumir a gerência.

Garantiu que a sua empresa não faz segurança ilegal nem qualquer intervenção à margem da lei e que vai continuar a exercer atividade na segurança privada.

Também o advogado Vítor Gaspar prestou declarações, revelando que o que estará na origem deste caso será um negócio entre a 365 e a empresa de Leiria Lexsegur, concretizado em 2014, cujo gerente e proprietário foi detido nesse ano. A segurança às empresas clientes da empresa de Leiria terá então passado a ser feita pela 365, mas o empresário nessa altura detido terá continuado a receber dinheiro de clientes que não terá declarado ao fisco.

O Tribunal de Leiria fixou a medida de prisão preventiva para dois dos detidos no âmbito desta Operação “Punho Cerrado”, indiciados pelos crimes de fraude fiscal qualificada, associação criminosa e exercício ilegal de segurança privada.

A três dos outros indiciados foi decretada a obrigatoriedade de duas apresentações por semana às autoridades policiais. Dois deles são suspeitos dos crimes de associação criminosa e exercício ilegal de segurança privada e um é indiciado de envolvimento em associação criminosa.

Aos restantes cinco detidos, foi fixado Termo de Identidade e Residência.

Durante as diligências efetuadas na operação ‘Punho Cerrado’ foram detidas outras sete pessoas, seis por posse de munições e armas brancas e de fogo ilegais e uma por posse de produto estupefaciente.

Estes detidos foram libertados depois de prestarem Termo de Identidade e Residência.