Associações culturais do concelho de Cantanhede receberam subsídios da Câmara Municipal

No âmbito da política de fomento cultural, o Município de Cantanhede acaba de transferir para as associações com actividade nessa área uma verba total que ascende a 44.675 euros. Para proceder à entrega dos respectivos subsídios, o presidente da Câmara Municipal, João Moura, reuniu na terça-feira, 23 de Maio, com os representantes das entidades beneficiárias, num encontro que decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho e em que participaram também a vice-presidente da Câmara, Helena Teodósio, e o vereador da Cultura, Pedro Cardoso.

Nos termos da deliberação camarária de 17 de Maio, o valor inscrito em orçamento para financiar as entidades culturais, foi distribuído em função da natureza e o nível de actividade que desenvolvem, considerando as valências elegíveis e enquadráveis nos critérios definidos para o efeito. De acordo com esses critérios, às “Actividades Artísticas e Dinamização Cultural no Âmbito da Música e do Teatro” foi destinado o montante de 24.275 euros, distribuído pelas Bandas Filarmónicas, Escolas de Música e Grupos de Teatro, enquanto os “Grupos Folclóricos” foram contemplados com 20.400 euros, repartidos com majoração para os federados ou equiparados a federados.

Na ocasião, os dirigentes associativos subscreveram os contratos-programa que estabelecem as regras a que está sujeita a aplicação das verbas atribuídas para financiar as actividades culturais que justificam o apoio da autarquia. Segundo o que consta no documento, as associações comprometem-se a utilizar uma percentagem do montante que recebem para fazer face a despesas de capital, nomeadamente, com a aquisição de equipamento e/ou intervenções em infraestruturas de que disponham, nos termos do plano de actividades previamente apresentado à autarquia.

Para o presidente da Câmara Municipal, “uma das atribuições da autarquia é criar condições favoráveis à dinamização cultural do concelho, processo em que o movimento associativo desempenha um papel crucial e insubstituível. É isso que justifica a política que tem vindo a ser seguida pelo executivo camarário no que respeita à celebração de contratos programa de transferência de verbas destinadas a financiar a sua intervenção”.

Segundo João Moura, “trata-se de um apoio que corresponde a um esforço financeiro apreciável, reflectindo a disponibilidade do município em cooperar com os agentes culturais no desenvolvimento da sua actividade, mas que deve também ser interpretado como uma manifestação de reconhecimento do trabalho meritório que os dirigentes associativos abnegadamente realizam em prol do interesse colectivo”.

Por outro lado, o autarca lembra que “a cooperação com as associações não se circunscreve à atribuição de subsídios, pois a Câmara Municipal tem estado, e vai continuar a estar, disponível para financiar projectos específicos de comprovado alcance cultural ou, ainda, comparticipando investimentos na valorização de instalações e aquisição de equipamentos”.

Por seu lado, o vereador da Cultura, Pedro Cardoso, considerou que “a actividade das associações é um dos eixos fundamentais da dinâmica cultural do concelho, com tudo o que isso representa em benefícios, quer do ponto de vista da satisfação dos interesses de diferentes setores da população, quer ao nível da coesão social”.

Aquele responsável lembrou ainda que “o valor total disponibilizado pela Câmara Municipal para apoiar as acções que os agentes culturais desenvolvem em 2016 está em linha com os valores de anos anteriores, do mesmo modo que os valores de referência aplicados a cada actividade cultural são semelhantes. A única preocupação de quem gere este processo é garantir equidade na atribuição dos subsídios e respeitar os princípios da autonomia que o estatuto do movimento associativo consagra”, conclui.