Assaltantes de Ourivesaria em Febres condenados a prisão efectiva

O Tribunal de Coimbra condenou, no dia 26 de Fevereiro, quatro homens, com idades entre os 26 e 58 anos, a penas de prisão por vários assaltos a ourivesarias.

O “cabecilha” desta rede criminosa, técnico de ourivesaria de profissão, foi condenado a uma pena de sete anos e nove meses de cadeia efectiva pelos crimes de associação criminosa, roubo agravado, furtos e falsificação. Um dos seus ajudantes foi condenado a uma pena de seis anos e nove meses de cadeia efectiva. Já os outros dois elementos foram condenados a três anos e seis meses e a três anos e dez meses de pena suspensa.

O grupo criminoso, cujos elementos eram residentes na zona de Gondomar, foi o responsável pelo assalto à mão armada a um armazém de ouro, em Febres, em Novembro de 2014, e que o AuriNegra, na altura, noticiou:

“Um grupo de quatro homens encapuzados assaltou, à mão armada, um estabelecimento comercial no largo central de Febres. O proprietário, ourives, terá sido surpreendido no interior do espaço por dois homens encapuzados. No exterior, um terceiro indivíduo estaria de guarda, quando foi avistado por um funcionário da Junta de Freguesia, que a ele se dirigiu. Vítor Pereira chamou de imediato as autoridades, tendo sido, no entanto, ameaçado pelo assaltante encapuzado, que chegou mesmo a efectuar um disparo. Aliás, foi o barulho do tiro disparado, cerca das 13h45, que alertou a população que se encontrava no Largo Florindo José Frota para a ocorrência do ilícito. Foram muitos os que, de imediato, quiseram saber o que tinha acontecido, aproximando-se da Igreja de Febres. Os três homens abandonaram o local numa carrinha Opel Combo branca, onde esperava um quarto elemento [o líder do grupo]. A testemunha ocular contou ao nosso Jornal ter visto um saco na mão de um dos assaltantes. Vítor Pereira confessou ‘não ter pensado no que estava a fazer’, quando se aproximou do assaltante que estava armado no exterior do estabelecimento. ‘Ele disse-me para ir embora, mas eu fiquei ali parado, a metros dele, com o telefone na mão’. A sua presença terá feito com que os criminosos precipitassem a fuga”

Durante a investigação da Polícia Judiciária ficou a saber-se que, antes deste assalto, os assaltantes já haviam feito várias incursões à zona para preparar o crime. O grupo acabou por ser detido dois meses depois, em Janeiro de 2015, quando se preparava para fazer um novo assalto a uma ourivesaria de Esmoriz.