A Eutanásia poderá ser admitida?

Eutanásia é um termo de origem grega (eu + thanatos) que significa boa morte ou morte sem dor.

A prática de eutanásia é suportada pela teoria dos que defendem o direito do doente incurável de pôr termo à vida quando sujeito a intoleráveis sofrimentos físicos ou psíquicos.

A eutanásia é um tema polémico, havendo países com legislação definida sobre a sua prática e outros países que a refutam categoricamente por motivos diversos.

Em sentido amplo, a eutanásia implica o pedido consciente e determinado de um paciente em fase terminal com dores fortes, permanentes e persistentes, provocadas por doença terminal, de que não se conhece cura ou lenitivo permanente, que não provoque alteração profunda da psique do doente.

O problema, que irá ser discutido no Parlamento em sessão já agendada, reside no facto de se saber se é crime ou misericórdia ajudar o infeliz a sair desta triste vida.

Como é fácil de compreender, as opiniões dividem-se, havendo porém uma realidade impossível de contornar: um médico que tenha feito solenemente o Juramento hipocrático jamais poderá matar um seu doente, sejam quais forem os argumentos aduzidos para o efeito, quando jurou nunca o fazer.

Claro que nesta vida de mistificações há sempre um túnel por onde se escapam os espertos. Neste caso, o médico deixa na mesa-de-cabeceira o “bilhete” para que um familiar ou amigo ou até o próprio mortal tire o bilhete para a eternidade sem qualquer sofrimento. É óbvio que não desvendo o mistério da substância redentora, mas todos os médicos a conhecem.

Porém, nenhum parlamentar, que não seja médico, faz ideia dela, mas serão eles que mais gorgolejam as “soluções”. Vai ser o habitual espectáculo de luta de ignorâncias, que dão rendimentos de milhões! Se quiserem eu esqueço-me de Hipócrates e vou lá deixar a solução do caso!